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Desde: 28/07/2001      Publicadas: 50      Atualização: 11/04/2004

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 Notícias de Saúde
  18/03/2004
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É NECESSÁRIA A BIÓPSIA DO FÍGADO ANTES DO TRATAMENTO?
Sim, pois é o único exame que mede realmente a extensão ou grau do provável dano hepático nenhum exame de sangue é capaz de indicá-lo. A
biópsia fornece valiosa informação sobre o estado do fígado, o prognóstico da possível evolução e ainda como deverão ser administrados os medicamentos.
É freqüente que pacientes com hepatite C não experimentem sintomas. Por outro lado, outros reclamam de fadiga excessiva, fraqueza e uma diminuição de capacidade para exercícios. Como o dano hepático pode acontecer até mesmo em casos assintomáticos (nenhum sintoma), é importante submeter-se à biópsia para determinar se há dano no fígado, especialmente antes de se iniciar o tratamento com Interferon. A biópsia do fígado indica o grau de necrose celular (morte de células), inflamação (infiltração celular e inchaço) e cirrose (tecido cicatrizado).

Em alguns casos, nos quais se observam evidências de uma cirrose já estabelecida, com sintomas como a ascite (barriga de água), ou varizes no esôfago, associados a indicadores como plaquetas baixas, a biópsia é dispensada, pois o diagnóstico pode ser feito pelos resultados clínicos do paciente. Portadores hemofílicos ou com problemas de coagulação não podem realizar a biópsia, pois há a possibilidade de ocorrência de sangramentos.

Alguns médicos, no caso de o paciente estar infectado com os genótipos 2 ou 3 do vírus, acham que a biópsia é desnecessária, e preferem iniciar logo o tratamento, pois raciocinam que, se nestes genótipos é conseguida uma cura da ordem de 70% dos tratados, não é necessário o resultado da biópsia para outras decisões; e é fato que, nesses casos, os medicamentos são eficazes, propiciando excelentes chances de solucionar o problema e eliminar definitivamente o vírus.


O QUE É UMA BIÓPSIA ?

A biópsia do fígado é um procedimento diagnóstico que retira uma pequena quantidade de tecido para ser examinado num microscópio, ajudando a identificar a causa ou fase da doença. O modo mais comum de se obter a amostra é inserir uma agulha no fígado. Isso pode ser feito no hospital ou numa clínica, com um anestésico local, e o paciente pode ser enviado para casa após duas ou três horas, ou no máximo no dia seguinte, se não houver nenhuma complicação.

A biópsia pode ser realizada de forma percutânea, por endoscopia ou por videolaparoscopia. Na biópsia percutânea, o médico determina o melhor local, profundidade e ângulo do furo da agulha por exame físico e pelo uso de um aparelho de ultra-som. São anestesiadas a pele e a área debaixo da pele, e uma agulha é passada depressa até o fígado. Na biópsia por videolaparoscopia, o exame é feito por meio de um cateter guiado por uma microcâmera de vídeo. Na biópsia por endoscopia, um cateter com uma microcâmera de vídeo é introduzido pelo esôfago.

Somente 1 em cada 30 pacientes que realizam a biópsia relata ter sentido alguma dor, enquanto outros experimentam uma dor irradiada que pode repercutir em outros órgãos. Os pacientes são monitorados durante algumas horas, após a biópsia, período no qual se observa se existe ou não hemorragia. Alguns pacientes sofrem uma baixa súbita da pressão sangüínea depois de uma biópsia, causada por um reflexo de vagal e não por perda de sangue, ou seja, causada por irritação súbita da membrana peritoneal. As características que distinguem este evento de uma hemorragia são: pulso lento em lugar de acelerado, paciente suando acima do normal e náusea.

O tamanho de material recolhido ao fazer uma biópsia varia entre 1 e 3 centímetros em comprimento e entre 1,2 e 2 milímetros em diâmetro, representando 1/50.000 da massa total do fígado.

Se a biópsia mostrar um processo de cirrose, isto determinará a necessidade de exames adicionais, como endoscopia superior, para verificar se existem varizes no esôfago (veias inchadas no esôfago que podem causar hemorragias) e também testes de sangue para câncer, detectando a presença de alfa-fetoproteina (AFP) e uma ultra-sonografia do fígado.
A biópsia é um procedimento seguro quando executado por operadores experientes. Embora o fígado tenha uma provisão vascular rica,
complicações associadas com uma biópsia são muito raras. Complicações secundárias depois de uma biópsia incluem desconforto localizado no local da biópsia e dor, que requer o uso de algum analgésico. Aproximadamente ¼ dos pacientes têm dor no quadrante superior direito do abdômen ou também no ombro direito depois da biópsia. A dor normalmente é moderada. Dor contínua, severa, no abdômen poderia indicar uma complicação mais séria, como sangramento ou peritonites (inflamação da membrana que reveste as paredes das cavidades abdominais e pélvicas). O médico deve ser avisado se isto acontecer.

Os fatores de risco para hemorragia depois da biópsia são a idade avançada, mais de três tentativas com a agulha para a execução do procedimento, e a presença de cirrose ou câncer de fígado. A taxa de mortalidade entre pacientes depois de uma biópsia percutânea é de
aproximadamente 1 em 12.000. A mortalidade é mais alta entre pacientes que sofrem biópsias de lesões malignas. A cirrose é outro fator de risco para hemorragia fatal durante uma biópsia de fígado. É recomendável realizar a biópsia numa clínica que tenha infra-estrutura hospitalar, caso aconteça alguma complicação.


QUAIS OS PERIGOS DA BIÓPSIA ?

O risco de uma biópsia é mínimo. O risco primário é o sangramento do local de entrada da agulha no fígado, embora isto aconteça em menos de 1% dos pacientes. Outras possíveis complicações são a perfuração de outros órgãos,
como os rins, pulmão ou cólon. Felizmente, o risco de morte durante a realização da biópsia é extremamente baixo, variando de 0.1% a 0.01%.

Uma biópsia não deveria ser feita se:

- você tomou aspirina nos últimos 5-7 dias;
- a hemoglobina está abaixo de 9-10 gramas/dl;
- as plaquetas estão abaixo de 50-60;
- a protombina está acima de 1.4;
- existem evidencias clinicas de cirroses;
- o paciente possui desordens que provocam sangramentos, como hemofilia, que pode ser corrigida temporariamente com fatores de coagulação.

(Do livro A Cura da Hepatite C - Editora Mauad - 2003 - Carlos Varaldo)



CONSIDERAÇÕES ATUAIS:

A pesar da importância da biopsia no diagnostico e tratamento da hepatite C, a qual e obrigatoriamente necessária para poder aceder aos medicamentos gratuitos pelo SUS conforme determina o protocolo, e totalmente inexplicável o por que o Ministerio da Saúde não atualizou o valor reembolsado aos médicos e hospitais para a realização da biopsia.

No final do ano passado foi realizada uma extensa campanha para que os valores de reembolso do PCR, da Carga Viral, da Genotipagem e da biopsia fossem atualizados, pois a não realização destes testes estava impedindo o acesso de novos pacientes ao tratamento.

O governo atendeu corretamente a reivindicação em relação aos testes, porem, sem explicações, não atualizou o valor da biopsia, passando a ser
esta o impedimento para que os doentes possam iniciar o tratamento.

Lamentavelmente o valor pago pelo SUS para realizar uma biopsia nem sequer cobre o valor da agulha, que é descartável. Ante isto, ou o paciente deve comprar a agulha, ou em caso de carentes, alguns médicos humanitários pagam de seu bolso, ou, em alguns casos a agulha e re-utilizada em dois ou três pacientes, com os risco inerente que isto pode provocar.

Seria interessante saber o nome do burocrata do Ministerio da Saúde que não autorizou a atualização do valor pago pela biopsia, para poder crucificar o mesmo em praça publica. É um desrespeito aos direitos humanos, a constituição brasileira, se negar tratamento por falta PROPOSITAL da realização da biopsia.

Na próxima semana começaremos uma nova campanha de e-mails, ao Ministro e a todos os responsáveis pela saúde publica, como assim a jornais, denunciando o absurdo desta situação. Contaremos com a colaboração de todos vocês.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
www.hepato.com
  Autor:   Carlos Varaldo


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